04/06/2005

ESTE BLOG MORREU!!!

Ao pobre leitor que por aqui der as caras: detalhes do óbito serão fornecidos em uma outra oportunidade, se assim Deus me permitir!

Vá em paz e que o Senhor o acompanhe.

Sâmia disse por volta das 02:44 horas

Diga lá, você! ( 29 )


26/05/2005

A QUE EU QUIS PRA MIM

"Oh! sejamos pornográficos (docemente pornográficos)."
Drummond

Lá estava eu: linda como uma flor, poderosa como She-Ha, com meu jeito de teclar de Gisele Bündchen, numa madrugada fria de São Paulo, e bota fria nisso (oh, lugar pra fazer frio chico, tá doido, cruz credo!), passeando na blogosfera, quando me deparo como uma mulher de vermelho. Espetáculo!!! Uma mulher de cair o queixo, embasbaquei, mais ainda diante de sua lascívia, era de uma dessas que eu precisava ou que eu precisava ser.

Tendo conhecimento da taradeza da dona do blog, autora do conto (vou levar tiro, lá, lá, lá, lá, lááááá!!!), nada de estranhar, até que, no final, sinais de culpa, a mulher, a encarnação de meus desejos, de toda a volúpia que se esconde em algum lugar em mim, se sente, por si mesma, traída.

Oras, depois de tudo, depois do entregar-se, quem se importa, ao raio que as partam as convenções, o que devemos ser.

Depois do sentir, do ter, do toque intenso e libertino do estranho, dane-se a culpa, que ela venha. Bom é lembrar após anos passados e sorrir gostoso e desejar mais. Bom é se excitar na lembrança. Muito melhor que lamentar o nunca ter feito, o ter-se reprimido. A dúvida se dissipará.

Que morram de inveja os vizinhos, são recalcados? Azar o deles. Que venha o gozo, não existe culpa no prazer e, se ela aparece, some quando descobrimos que traição é fruto de nosso excesso de recato, de nosso puritanismo hipócrita. Quando o que queremos é nos entregar, nos dar de todas as formas. Vivam os desejos! Sentidos e saciados!

Qualquer dia visto meu vermelho e saio pra viver tal como a dama, pra me entregar, sugar e ser sugada, me sentir invadida, gozar e rir, zombar da estreiteza alheia e da minha própria. Posso já presentir os sentires.

O amor, ilusão, e suas impossibilidades, é dispensável. Aprendamos a gozar nossos prazeres e por isso não nos sentirmos culpados. Quiçá, nesse dia, o tal do amor venha como conseqüência. "Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. Amor começa tarde." (Drummond)

P.S.: Esse post é inspirado no conto dela, a dama, a louca que conseguiu me fazer transformar um comentário em post. A loucura dela me atiça. Pra conhecer o original é só ir , de quebra ainda dá pra saber o tipo de gente que me chega, eu atraio loucos. (risos)

Sâmia disse por volta das 03:02 horas

Diga lá, você! ( 14 )


16/05/2005

TSC TSC TSC

Eu bem que queria escrever alguma coisa que preste aqui, quem sabe responder aquele questionário literário que me chegou a dias e até agora nada. Mas, Gabriela - a louca não me deixa pensar, perto dela eu quase nem respiro. A menina não pára quieta. E como grita!!! Eu quero a minha mããããããããeeee!!!!

Sâmia disse por volta das 00:59 horas

Diga lá, você! ( 9 )


08/05/2005

"É INÚTIL LUTAR"

"Me deixem bicho acuado por um inimigo imaginário (...) eu não posso causar mal nenhum a não ser a mim mesmo, a não ser a mim" Cazuza

Tô desanimada disso aqui! Disso aqui e de todo o resto, de dormir e ter que acordar, de sair na rua, conversar no MSN, no telefone, de conversar, desanimada das pessoas, dos sonhos, da vida. Digo que são os dias, mas não são, sou eu, minha dor, minha angústia, envelheço rápido demais. É algo que eu, com meu vocabulário raso, não consigo explicar. Sei que vem de dentro e dói, o que é desconheço e como me libertar também. O sentimento nos afana a razão e a comodidade morna que este sentir oferece me impede de buscar a saída, ainda que ardorosamente desejada. Uma disparidade que não se explica. Tenho asco de minha capacidade impiedosa de me fazer "alegre" todo o tempo.

Ainda que o que vou dizer soe um tanto patético, mesmo cafona, de quando em vez salta aos olhos uma alegria que a alma não compreende e o corpo, contrariando o espírito, não se aquieta.

"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco."
Drummond

É tão grande hoje meu derrotismo que não quero escrever, não quero comentar em blogs e não o farei. Se me permitem quero apenas cultuar minha dor, deixar-me tomar por ela, até que a pele seja trocada e eu meu renove... ou afunde de vez na angústia.

Que o DIA DAS MÃES seja FELIZ pra quem é mãe, pra quem será um dia e pra minha MÃE e VÓ e TIAS...

Sâmia disse por volta das 18:28 horas

Diga lá, você! ( 14 )


01/05/2005

DEUS, POR FAVOR, APAREÇA.

“Acredito na evolução. E acredito em Deus. Tenho medo de viver não acreditando em Deus e depois Ele existir de verdade e eu me ferrar. O medo que eu tenho de ir para o inferno é enorme!” Sabrina Sato, apresentadora do Pânico na TV, em entrevista à revista Oi

É por isso que eu também acredito Nele! Vai que depois, quando eu passar daqui, descubro que ele existe e me ferre!!!

Ateus do mundo, ajoelhem, ergam às mãos ao céu e comecem a rezar ou no dia do Juízo vocês estarão fudidos.

O poder dessa criatura de juntar Deus e ferrar na mesma frase foi de uma pureza tão grande que comoveu. A frase parece saída da boca de uma criança. Essa inocência juvenil me comove muito! E a Deus também! Acreditem!!! É melhor pra vocês.

Sâmia disse por volta das 16:50 horas

Diga lá, você! ( 9 )


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